Fevereiro é mês dois, Fevereiro é depois de Janeiro. Fevereiro tem samba, Fevereiro tem suing, Fevereiro tem mulatas ao som de Cartola. Fevereiro é mês quente, Fevereiro tem gente que se ama e quer ser feliz. Fevereiro é febril, também é pueril, e que faz de adultos crianças de novo. Fevereiro é bem breve, e de todos o mais leve, e no bissexto ano continua sendo menor. Mesmo assim, nos encanta, e nos tira o mais leve sorriso, por entrar e cantar o samba da vila do pobre menino.
Cleison Brugger
1 de fevereiro de 2013
28 de janeiro de 2013
Morte em Santa Maria
Entrei na boate pra sorrir e cantar, mas havia morte lá dentro. Como cantar novamente?
Ao ir pra boate, deixei aqui fora amigos e parentes, mas ao chegar lá, havia morte lá dentro. Como revê-los?
Por um tempo, a música era boa, o som era empolgante, o ritmo dançante e os risos estapafúrdios, mas nas longas horas, morte com fogo chegou. Como contarei disso tudo aos que não foram?
Entrei, mas não sai. Com vida, ali morri. E na morte, matei a outros, de perto ou de longe, na tragédia em Santa Maria.
Com pesar, Cleison Brugger.
Ao ir pra boate, deixei aqui fora amigos e parentes, mas ao chegar lá, havia morte lá dentro. Como revê-los?
Por um tempo, a música era boa, o som era empolgante, o ritmo dançante e os risos estapafúrdios, mas nas longas horas, morte com fogo chegou. Como contarei disso tudo aos que não foram?
Entrei, mas não sai. Com vida, ali morri. E na morte, matei a outros, de perto ou de longe, na tragédia em Santa Maria.
Com pesar, Cleison Brugger.
7 de janeiro de 2013
Menina do interior
Chegou de mudança em uma cidadezinha do interior, uma família bem humilde, pai, mãe e filha. Ora vejam: moreninha, sorriso branco, pele doce. Aquele cheiro de alfazema nas mãos, que só de encostar na gente já apaixona. No cabelo, uma tiara. Na verdade, tiara simples. Mas tudo o que aquela menina usava tinha um valor maior. A tiara mais parecia uma coroa naqueles longos cabelos rubros.
Chegou ali e encantou. As pessoas da cidadezinha ficam bobas com o jeitinho encantador da jovem, ela é diferente, tem uma coisa a mais. Conta-se que, certa vez, um menino meio bobo veio puxar assunto, dizendo: "belo dia o que está!", no que ela disse: "meu Pai que fez!", no que perguntou o moço: "quem é seu pai?" e ela respondeu: "O Rei dos reis" Ora vejam a fé da menina, ora vejam de onde ela brilha: a luz que dela reluz não vem de fatores outros senão da certeza de saber que seu Pai a tudo faz.
O tempo passa e as pessoas a cada dia ficam mais apaixonadas pelo jeito da menina, e acaba que começam a chamá-la de Princesa. Pronto, pegou o apelido. Título, não sei. Só sei que a menina fazia jus ao que a ela titularam. “Essa menina é uma princesa”; “jeito meigo e delicado como o de uma princesa”, as pessoas diziam.
E Talvez, as pessoas chamavam a menina de Princesa por ela ser filha do Rei dos reis, ou pelo seu modo de viver ou pelo jeito carinhoso de tratar as pessoas. Não se sabe bem, mas ela encantava e brilhava e, na verdade, todos esperavam o dia em que o Rei viria para buscá-la, pois esta era uma história que ela contava com tanta certeza que as pessoas estavam já acreditando. Ela dizia com frequência: "O Rei está voltando!".
Por Cleison Brugger e Lorena Freitas
Chegou ali e encantou. As pessoas da cidadezinha ficam bobas com o jeitinho encantador da jovem, ela é diferente, tem uma coisa a mais. Conta-se que, certa vez, um menino meio bobo veio puxar assunto, dizendo: "belo dia o que está!", no que ela disse: "meu Pai que fez!", no que perguntou o moço: "quem é seu pai?" e ela respondeu: "O Rei dos reis" Ora vejam a fé da menina, ora vejam de onde ela brilha: a luz que dela reluz não vem de fatores outros senão da certeza de saber que seu Pai a tudo faz.
O tempo passa e as pessoas a cada dia ficam mais apaixonadas pelo jeito da menina, e acaba que começam a chamá-la de Princesa. Pronto, pegou o apelido. Título, não sei. Só sei que a menina fazia jus ao que a ela titularam. “Essa menina é uma princesa”; “jeito meigo e delicado como o de uma princesa”, as pessoas diziam.
E Talvez, as pessoas chamavam a menina de Princesa por ela ser filha do Rei dos reis, ou pelo seu modo de viver ou pelo jeito carinhoso de tratar as pessoas. Não se sabe bem, mas ela encantava e brilhava e, na verdade, todos esperavam o dia em que o Rei viria para buscá-la, pois esta era uma história que ela contava com tanta certeza que as pessoas estavam já acreditando. Ela dizia com frequência: "O Rei está voltando!".
Por Cleison Brugger e Lorena Freitas
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