As mudanças do homem - não em sua totalidade, é claro -, concernentes a si mesmo, começam quando ele ouve a respeito de si pela boca de outros. Se ouve que tem falhas no caráter, se propõe a melhorar. Se ouve que erra sobremodo, dá um jeito de acertar. Se ouve que é emburrado, tenta, então, ser feliz. Se ouve que é muito sério, logo depois vem vestido com camisa listrada (camisa listrada acaba com a seriedade!)
Não de todo, mas às vezes, é necessário ouvir a outros. Tem coisas sobre nós que só sabemos porque alguém nos disse (acredite! experiência própria). Existem chatices em nós que, se soubéssemos que eram chatices, jamais que as teríamos. Mas só sabemos que há, porque alguém as apontou.
Contudo, eu, particularmente, considero isso perigoso. Nem sempre opiniões e juizos de valor alheios devem se tornar diretrizes para a vida. Na verdade, quem te conhece de fato, senão você mesmo? Não digo com isso que a opinião dos outros é inválida. Na verdade, existem espinhos em nós que só percebemos quando os mesmos ferem a alguém. Mas saiba a quem ouvir. Tem gente que mal sabe o nosso nome, e mesmo assim quer meter o bedelho na maneira como deveríamos proceder, nos vestir ou a raça de cachorro que mais combina com a gente. Ouça aqueles que te conhecem! que sabe de suas manias, maneiras, mazelas. Ouça os que te ouvem. Quem jamais ouve outrém não é digno de ser ouvido falar.
É em vivendo que se aprende a viver. Ninguém jamais será um exímio paquerador se jamais uma segunda pessoa se apresentar para o colóquio. Só quero dizer que, antes de sair às ruas, conheça a si mesmo. Não há nada mais suspirante do que sair nas ruas e encontrar, na massa desenfreada, um alguém gentil, educado, sóbrio. É um acalento! Isso se dá porque antes do supracitado alguém ouvir a outros, ouviu a si mesmo. Em pensando fazer outros felizes, fez feliz a ele primeiro. Como alguém uma vez disse, "se você é solteiro e é infeliz, é porque nem você se aguenta". À parte os que sempre terão o que dizer de nós, é deveras essencial a auto-crítica. E se, depois disso, ainda ouvires rumores a respeito de ti, diga: "falem mal, falem bem, mas falem de mim". Tem gente que gasta tanto tempo falando dos outros, que não sobra tempo de olhar para si e mudar a si mesmo.
Cleison Brugger
2 de fevereiro de 2012
26 de janeiro de 2012
Salve, salve!
Salve a madrugada, salve o silêncio, salve o sono, salve a Coca, salve o trem e o barulho que faz aqui em frente.
Salve os amigos , salve o Salva e as comidas que ele faz.
Salve a Vila, a Freguesia, salve o Chico, salve a poesia, salve os vestidos, salve a saudade, salve o passado, o presente e o futuro.
Salve os chatos, os legais e os mais ou menos. Os essenciais, salve e salve. Salve os grandes, salve os pequenos.
Salve Cartola, salve Tom e Vinícius, salve o samba e nos salve do pagode. Salve as rodas, as cantigas, os coretos e as marchinhas.
Salve a malandragem, mas só a boa. Salve o futebol, minhas pernas e meus dribles.
Salve a madrugada, as corujas e morcegos, salve as estrelas, salve Garrincha, seus dribles, e a tortidão de suas pernas.
Salve o mar, salve o vento, salve as fogueiras, os acampamentos, salve as conversas ao pé do ouvido, salve os amigos de ontem e de hoje.
Salve a lua, salve a lua, salve a lua, a cheia, a crescente e a nova, a minguante não. Salve a míngua da tristeza e a abundância da alegria.
Salve o Rio, salve o Rio, salve o Rio, seu solo, seu subsolo, seu mar, salve sua gente boa, salve sua alegria escancarada.
Salve o amor, salve a dor, salve a vida, salve os que dormem, aos que trabalham, salve aos que dormem no trabalho. Salve os que só dormem.
Salve o careca, salve o sarará, salve as crianças, salve o corriqueiro, o ordinário, salve o extraordinário, mas só de vez em quando.
Salve o alumbramento, salve Pessoa, salve Drummond, salve Veríssimo, mas só o Érico, salve o futebol, salve os olhos que enxergam, que também vejam.
Salve a minha noite, salve o açaí e tudo o que se faz com ele, salve o wifi, salve as redes abertas, salve a Vila Maria, salve Santa Teresa e o Catumbi.
Salve os Mercados Municipais do mundo todo, mas só os que servem pastel de queijo mineiro, salve a Tubaína, e a Guaranita também.
Salve o salve, salve os que salvam, salve o Salvador, salve a salvação, salve o salvar, salve e salve.
Fabricio Cunha
Salve os amigos , salve o Salva e as comidas que ele faz.
Salve a Vila, a Freguesia, salve o Chico, salve a poesia, salve os vestidos, salve a saudade, salve o passado, o presente e o futuro.
Salve os chatos, os legais e os mais ou menos. Os essenciais, salve e salve. Salve os grandes, salve os pequenos.
Salve Cartola, salve Tom e Vinícius, salve o samba e nos salve do pagode. Salve as rodas, as cantigas, os coretos e as marchinhas.
Salve a malandragem, mas só a boa. Salve o futebol, minhas pernas e meus dribles.
Salve a madrugada, as corujas e morcegos, salve as estrelas, salve Garrincha, seus dribles, e a tortidão de suas pernas.
Salve o mar, salve o vento, salve as fogueiras, os acampamentos, salve as conversas ao pé do ouvido, salve os amigos de ontem e de hoje.
Salve a lua, salve a lua, salve a lua, a cheia, a crescente e a nova, a minguante não. Salve a míngua da tristeza e a abundância da alegria.
Salve o Rio, salve o Rio, salve o Rio, seu solo, seu subsolo, seu mar, salve sua gente boa, salve sua alegria escancarada.
Salve o amor, salve a dor, salve a vida, salve os que dormem, aos que trabalham, salve aos que dormem no trabalho. Salve os que só dormem.
Salve o careca, salve o sarará, salve as crianças, salve o corriqueiro, o ordinário, salve o extraordinário, mas só de vez em quando.
Salve o alumbramento, salve Pessoa, salve Drummond, salve Veríssimo, mas só o Érico, salve o futebol, salve os olhos que enxergam, que também vejam.
Salve a minha noite, salve o açaí e tudo o que se faz com ele, salve o wifi, salve as redes abertas, salve a Vila Maria, salve Santa Teresa e o Catumbi.
Salve os Mercados Municipais do mundo todo, mas só os que servem pastel de queijo mineiro, salve a Tubaína, e a Guaranita também.
Salve o salve, salve os que salvam, salve o Salvador, salve a salvação, salve o salvar, salve e salve.
Fabricio Cunha
16 de janeiro de 2012
Um amor que jamais acaba
Ah, o namoro! Que fase bonita! um casal de namorados são comparados a um casal de pardais. Se entreolham, se abraçam, se amam. Há uma reciprocidade na relação de dificil comparação. Realmente, é um privilégio quando se acha a "cara metade".
Quando namoramos, ansiamos pelo momento em que encontraremos nossa paixão. Existem namoros (os mais conservadores, digamos), onde os namorados só se vêem aos sábados, ou as Quintas, ou seja, um dia apenas na semana. Quando o dia marcado se aproxima, ficamos num estado de êxtase. Queremos porque queremos ver aquele que amamos. Quando o momento acaba, parece que passamos um tempo menor do que o esperado e ficamos desolados. Isso acontece porque o relacionamento está atado pelos laços do prazer e do amor. É bom estar com a pessoa amada, por isso, queremos o casamento: queremos estar cada vez mais perto daquele(a) que amamos.
Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças. ( Marcos 12.30)
Quão grande pecado é quando valorizamos estas coisas mais do que Deus. Muitos de nós dizemos que amamos a Deus, mas nossa vida diária, nossos desejos, paixões e prioridades revelam o completo oposto. Parece que falar com Ele é intediante e, por isso, reservamos pouco tempo para a oração. Para não sermos injustos, oramos antes de dormir para não sermos taxados de "mal agradecidos". A leitura bíblica também é chata. Não há prazer em ouvi-lo falar. Meditar nas Escrituras? ora, eu até li, mas não prestei muita atenção. O jejum se tornou uma prática obsoleta e extinta, embora frequentemente requeremos alguma "prova de amor".
Amar de lábios não é amor. Quando, de fato, amamos, queremos provas deste amor. Os que, de verdade, amam a Deus, como Paulo consideram "tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer Jesus Cristo, meu Senhor" (Filipenses 3.8). Quando temos a Deus, até podemos amar outras coisas, mas não amamos nada mais do que a Deus, porque Ele é a realidade mais impressionante do Universo e o Tesouro pelo qual daríamos as nossas vidas para ter. Quem ama a Deus não acha que o "Orai sem cessar" (1Ts. 5.17) é um exagero. Na verdade, eles não sossegam enquanto não oram. E se não podem orar, emudecem. E quando podem orar, dizem: "Doce hora de oração!". Orar para os que amam a Deus não é uma obrigação moralista, e sim, um prazer que flui do amar ao Senhor. Amar a Deus acima de tudo é amá-lo mais que a nossa própria vida! é considerar tudo como perda e Cristo como ganho! é dizer para Deus: "Senhor, lembra de como eu sou feliz quando estou com meu namorado, mesmo depois de passar longos dias sem vê-lo? então, tudo aquilo é NADA, comparado ao prazer que tenho em Ti!"
Cantar que "Não temos outro bem além do Senhor" é coisa séria! implica afirmar com a nossa vida que até aquilo que consideramos mais prazeroso, somos capazes de abandonar, se isso afetar nossa relação com Deus. O salmista disse: "Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente" (Salmo 16.11). Me responda: existe algo mais pleno que a plenitude? me responda novamente: há algo mais perpétuo que perpetuamente? então, são exatamente estas as palavras que o salmista usa para expressar quão valiosa é a presença do Senhor, é o estar com Ele, é o tê-Lo acima de todas as coisas. De fato, ninguém consegue oferecer mais do que o Senhor. Os prazeres deste mundo passa, mas a alegria que vem de Deus, é plena e perpértua. Ninguém oferece mais do que o Senhor!
Vem provar do amor que Ele tem ♫
Paz à você,
Cleison Brugger.
Quando namoramos, ansiamos pelo momento em que encontraremos nossa paixão. Existem namoros (os mais conservadores, digamos), onde os namorados só se vêem aos sábados, ou as Quintas, ou seja, um dia apenas na semana. Quando o dia marcado se aproxima, ficamos num estado de êxtase. Queremos porque queremos ver aquele que amamos. Quando o momento acaba, parece que passamos um tempo menor do que o esperado e ficamos desolados. Isso acontece porque o relacionamento está atado pelos laços do prazer e do amor. É bom estar com a pessoa amada, por isso, queremos o casamento: queremos estar cada vez mais perto daquele(a) que amamos.
Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças. ( Marcos 12.30)
Quão grande pecado é quando valorizamos estas coisas mais do que Deus. Muitos de nós dizemos que amamos a Deus, mas nossa vida diária, nossos desejos, paixões e prioridades revelam o completo oposto. Parece que falar com Ele é intediante e, por isso, reservamos pouco tempo para a oração. Para não sermos injustos, oramos antes de dormir para não sermos taxados de "mal agradecidos". A leitura bíblica também é chata. Não há prazer em ouvi-lo falar. Meditar nas Escrituras? ora, eu até li, mas não prestei muita atenção. O jejum se tornou uma prática obsoleta e extinta, embora frequentemente requeremos alguma "prova de amor".
Amar de lábios não é amor. Quando, de fato, amamos, queremos provas deste amor. Os que, de verdade, amam a Deus, como Paulo consideram "tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer Jesus Cristo, meu Senhor" (Filipenses 3.8). Quando temos a Deus, até podemos amar outras coisas, mas não amamos nada mais do que a Deus, porque Ele é a realidade mais impressionante do Universo e o Tesouro pelo qual daríamos as nossas vidas para ter. Quem ama a Deus não acha que o "Orai sem cessar" (1Ts. 5.17) é um exagero. Na verdade, eles não sossegam enquanto não oram. E se não podem orar, emudecem. E quando podem orar, dizem: "Doce hora de oração!". Orar para os que amam a Deus não é uma obrigação moralista, e sim, um prazer que flui do amar ao Senhor. Amar a Deus acima de tudo é amá-lo mais que a nossa própria vida! é considerar tudo como perda e Cristo como ganho! é dizer para Deus: "Senhor, lembra de como eu sou feliz quando estou com meu namorado, mesmo depois de passar longos dias sem vê-lo? então, tudo aquilo é NADA, comparado ao prazer que tenho em Ti!"
Cantar que "Não temos outro bem além do Senhor" é coisa séria! implica afirmar com a nossa vida que até aquilo que consideramos mais prazeroso, somos capazes de abandonar, se isso afetar nossa relação com Deus. O salmista disse: "Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente" (Salmo 16.11). Me responda: existe algo mais pleno que a plenitude? me responda novamente: há algo mais perpétuo que perpetuamente? então, são exatamente estas as palavras que o salmista usa para expressar quão valiosa é a presença do Senhor, é o estar com Ele, é o tê-Lo acima de todas as coisas. De fato, ninguém consegue oferecer mais do que o Senhor. Os prazeres deste mundo passa, mas a alegria que vem de Deus, é plena e perpértua. Ninguém oferece mais do que o Senhor!
Vem provar do amor que Ele tem ♫
Paz à você,
Cleison Brugger.
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