Não quero estar alegre, eu quero ser feliz. Não quero sorrir, quero gargalhar. Não quero a metade, quero completo. Na verdade, quero tudo! ao invés de sentir saudade, prefiro sentir falta. Quando se sente falta, é sinal de que alguém importante é necessário aqui bem perto. Ao invés de um sorriso bobo, prefiro aquele malandro, atrevido. Ao invés de comprar, prefiro ganhar. Pra quê tentar ganhar o mundo, se o que eu quero está aqui bem perto? pra quê querer voar, se é aqui, no chão, na terra, que a vida acontece?
Não quero sentar ao lado, quero abraçar e dizer pro mundo que és minha e de mais ninguém. Não suporto o por detrás, prefiro o na cara, tete-a-tete. Não aceito o que vai, prefiro o vem. Não gosto de ir embora, mas gosto quando me arrumo pra ir de encontro àqueles que gosto de verdade e que quero pra vida toda. Em mulher, prefiro vestido. E que os homens só se apresentem vestidos também. Nada de extravagante, prefiro o modesto. Extravagância só no sorriso, na paixão e no amor.
Eu não procuro um gostar, procuro um amor. Não quero o que é breve, mas o que dura e faz bem. Não quero o que satisfaz agora mas que traz dores no fim. Prefiro esperar quieto para ver o que é melhor pra mim. Não busco um "tanto faz", eu quero um "isso aí!". Não quero gastar tudo o que tenho de melhor agora, mas prefiro esperar pra mais à frente investir. É certo que o futuro a Deus pertence, mas se eu agir namoral agora, posso ter prenúncios do que há de vir.
Do resto, prefiro o simples, que de tão simples parece belo. E não espere príncipes e princesas, nem estrelas e cometas do mundo além. Tudo acontece por aqui, nos caminhos e descaminhos, vilas e vilarejos, ruas e estradas disso que chamamos de vida.
Cleison Brügger
19 de novembro de 2012
25 de agosto de 2012
A garota do colégio
Passa ela, toda-toda, pomposa, robusta e delicada, pensando ser miss, querendo causar.
Desce as escadas, delicadamente segura o corrimão, dá um sorriso pra o menino que passou ao seu lado e olhou. Simpática demais, bonita demais, charmosa demais...
Não suporto garotas que fingem ser o que não são. Certamente, o excesso de maquiagem é pra esconder sua feiura enrustida.
Tá, confesso: ela nem usa tanta maquiagem assim!
Mas olha a mochila dela: parece um mural, de tantos nomes. Deve ser as amigas pattys dela... o quarto dessa garota deve ser o quartel general de Barbie, de tão rosa. Aliás, magenta, tamanha a frescurisse.
Ela passando e os garotos olhando. Parece regra. Se passar por mim, viro a cara num lapso, pra mostrar que desaprovo seu comportamento menina demais. É até melhor, que é pra essa aí saber que não sou igual aos outros. Se passar, direi com um olhar: você não me encanta.
E lá vem ela, logo em minha direção. O que eu fiz, meu Deus? aula às 7hs, primeiro tempo de Física, agora essa garota... é demais pra um dia só!
E ela anda desfilando... se toca, isso não é um concurso!
Passou. Sorriu. E pra garota encostada na pilastra da frente, disse: "e aí?"
(Garotas não cumprimentam assim!, penso)
E o que é aquilo escrito na mochila dela? "eu sei quem trama e quem tá comigo"
Isso é coisa que se escreva em mochila? tá que eu também gosto de Racionais , mas que contradição o andar dela com essa suposta malandragem. Se liga garota, Na escola que você estuda, eu fui expulso por ser malandro demais.
"Depois da aula, aquela partida?", ouço ela dizer.
Ah, fala sério! marcando partida de sei lá o quê com o garoto do 2º ano! Conheço ele, ele é um amante de PS3 e xbox, mas pára, ela jamais jogaria algo assim! o que ela deve gostar mesmo é de chorar vendo filme romântico.
E o que é isso aqui? uma caneta. Ah, não me diga que ela deixou cair quando passou por aqui...
"Ei, menina!"
Bem, deixa eu exercer cavaleirismo e ir atrás dela devolver.
(Não é sempre que a garota dos sonhos deixa a caneta cair logo na sua frente)
Tá, confesso: me apaixonei. Não resisto a essa mistura de meiguice e malandragem!
Cleison Brügger
13 de maio de 2012
Um tributo a minha mãe
Mãe, o primeiro riso sincero que vi foi o teu. Na verdade, nunca vi alguém tão feliz por, um dia, ter me visto. És prova de sinceridade, lealdade, amor. Pelo melhor amigo não te troco. Pelo maior romance não te nego: és tu meu grande amor.
Sei que sofreste para que eu viesse até aqui. O parto foi complicado, sei bem.
Testemunhas oculares dizem que quase perdeste tua vida, para poupar a minha.
Vejo nisso um brilhar de Jesus Cristo. Se Ele é autor da fé e da vida, tu és a co-autora,
pois em olhando para ti enxergo Deus, o amor e os atributos imaculados que só uma mãe pode ter.
Sei que, por muitas vezes, deixo de te fazer coisas porque acho que estou crescido. Não peço a bênção, não dou abraço e não digo que amo. Na verdade, estou em grande pecado, pois o próprio Altíssimo entendeu o teu valor, imputando-lhe um juramento: "honra a tua mãe para que se prolonguem teus dias sobre a terra". A Bíblia chama este de "o primeiro mandamento com promessa". Ter das bênçãos está condicionado à obediência a ti, mãe. Viver mais é sinal de te amar mais, e honrar-te.
Como tu és bela. Teu sorriso, tua seriedade, tua compostura. Vez ou outra te pego em flagrante com a porta aberta me deixando completamente perplexo: estás a orar por mim. Vez ou outra te encontro com os olhos avermelhados. Decerto, acabara de sair da presença do Senhor, rogando a Deus por minha vida. És aquela que torce por mim, mãe. Pelo meu sucesso, triunfo, conquistas. De ti não vem invejas. Aprendi o que era falsidade com os outros, nunca contigo! Sempre falas na minha cara e nunca por trás! Nunca medis as palavras! Os safanões, de igual modo, foram sem medidas. No entanto, não morri. És a única pessoa que mesmo me batendo, não consigo deixar de amar. Mesmo me mandando engolir o choro, sempre me dizias que me batia por este e aquele motivo. Contigo aprendi, mãe, que nem todo beijo é amizade e nem todo tapa é de má fé.
Hoje não é teu dia. Um dia para ti é pouco. Teu são os meses, os anos, os milênios! És bela rainha, que mandas e desmandas e faz o mais profícuo dos poetas se calar. Uma palavra tua, e quase tremo. Tua palavra tem poder, mãe. Está sol lá fora, mas se tu diz que vai chover, lá vem temporal. Se diz que vai esfriar, é melhor levar a jaqueta. Tens cuidado de mim, mãe, como ninguém. Quando eu caio, o meu mais chegado amigo ri, antes de ajudar, mas você, me levanta, olha pra mim e pergunta se estou bem. Nunca ris de mim. Sempre ris pra mim. Perdão por não retribuir, mãe.
Dizem que só damos valor quando perdemos, mas não quero te perder pra dar valor. Quero te valorizar ao extremo, até o dia em que a morte interferir na vida e te levar de mim ou eu de você. Enquanto isso, te honro, para viver muito, ao teu lado.
Cleison Brugger
Sei que sofreste para que eu viesse até aqui. O parto foi complicado, sei bem.
Testemunhas oculares dizem que quase perdeste tua vida, para poupar a minha.
Vejo nisso um brilhar de Jesus Cristo. Se Ele é autor da fé e da vida, tu és a co-autora,
pois em olhando para ti enxergo Deus, o amor e os atributos imaculados que só uma mãe pode ter.
Sei que, por muitas vezes, deixo de te fazer coisas porque acho que estou crescido. Não peço a bênção, não dou abraço e não digo que amo. Na verdade, estou em grande pecado, pois o próprio Altíssimo entendeu o teu valor, imputando-lhe um juramento: "honra a tua mãe para que se prolonguem teus dias sobre a terra". A Bíblia chama este de "o primeiro mandamento com promessa". Ter das bênçãos está condicionado à obediência a ti, mãe. Viver mais é sinal de te amar mais, e honrar-te.
Como tu és bela. Teu sorriso, tua seriedade, tua compostura. Vez ou outra te pego em flagrante com a porta aberta me deixando completamente perplexo: estás a orar por mim. Vez ou outra te encontro com os olhos avermelhados. Decerto, acabara de sair da presença do Senhor, rogando a Deus por minha vida. És aquela que torce por mim, mãe. Pelo meu sucesso, triunfo, conquistas. De ti não vem invejas. Aprendi o que era falsidade com os outros, nunca contigo! Sempre falas na minha cara e nunca por trás! Nunca medis as palavras! Os safanões, de igual modo, foram sem medidas. No entanto, não morri. És a única pessoa que mesmo me batendo, não consigo deixar de amar. Mesmo me mandando engolir o choro, sempre me dizias que me batia por este e aquele motivo. Contigo aprendi, mãe, que nem todo beijo é amizade e nem todo tapa é de má fé.
Hoje não é teu dia. Um dia para ti é pouco. Teu são os meses, os anos, os milênios! És bela rainha, que mandas e desmandas e faz o mais profícuo dos poetas se calar. Uma palavra tua, e quase tremo. Tua palavra tem poder, mãe. Está sol lá fora, mas se tu diz que vai chover, lá vem temporal. Se diz que vai esfriar, é melhor levar a jaqueta. Tens cuidado de mim, mãe, como ninguém. Quando eu caio, o meu mais chegado amigo ri, antes de ajudar, mas você, me levanta, olha pra mim e pergunta se estou bem. Nunca ris de mim. Sempre ris pra mim. Perdão por não retribuir, mãe.
Dizem que só damos valor quando perdemos, mas não quero te perder pra dar valor. Quero te valorizar ao extremo, até o dia em que a morte interferir na vida e te levar de mim ou eu de você. Enquanto isso, te honro, para viver muito, ao teu lado.
Cleison Brugger
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